sábado, 7 de maio de 2016

Mães tikuna visitam creche para luta contra preconceito: 'desafiador', dizem

Mães de crianças trocaram experiência com indígenas em projeto. 
Cultura indígena e tolerância é assunto discutido em sala de aula.

Mães indígenas (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Mães indígenas. À direita, Ümaünâ (Foto: Ive Rylo/G1 AM)
O O pássaro "azulão" que sobrevoa as aldeias da etnia Tikuna no município de Tabatinga, a 1.108 km de Manaus, ganhou fama para além das terras do Alto Solimões nesta semana.  Em uma grande roda, o poema indígena que fala sobre a ave foi entoado por mães Tikunas para mães e crianças não indígenas em uma escola na capital.

Mais que um momento de descontração às vésperas do "Dia das Mães", a singela canção aproximou culturas distintas e semeou a necessidade da tolerância e respeito às diferenças entre os pequenos.

Mãe e filha durante encontro (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Respeito este, que vem sendo defendido pela artista e artesã Tikuna, Eucilene Ponciano Pereira, 49 anos, Ümaünâ, há anos. “Acredito que tem que respeitar. Preconceito existe mas, não serve para nós. Somos todos iguais”, defendeu.

Ümaünâ lembra que assim que chegou aManaus, há 24 anos, a filha mais velha – hoje com 30 anos – foi agredida pelos “coleguinhas” em uma escola pública, quando descobriram que ela é indígena. “Quando ela chegou em casa, depois da agressão, chorou. Ela me perguntou porque os outros alunos chamavam ela de índia e brigavam. E eu dizia que nós somos índios e temos que ter orgulho de ser indígena. Dizia também para ela não revidar, se cutucassem outra vez”, disse.

Quinze anos depois, Ümaünâ assiste ao caçula passar pelo mesmo drama na escola.  “Nossas crianças agora passam pela mesma coisa. Meu filho de 14 anos estuda na mesma escola e também chamam ele de índio, [como se fosse] ruim. Continua tudo igual”, lamentou.

Na tentativa de contribuir para a abolição deste preconceito social enraizado, Ümaünâ usa a cultura indígena como arma. Junto ao grupo, ela leva a música, o artesanato e a dança Tikuna para escolas em toda a capital.

“A gente mostra a nossa cultura, a nossa língua, como a gente vive. Passamos para nossos filhos e para os outros que não conhecem. Isso é importante para que nos conheçam e nos respeitem, porque não é porque somos indígenas que valemos menos”, avaliou.
Cultura na escola
Foi na Creche Escola Vida, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, que mães indígenas e não indígenas trocaram experiências e deram um passo importante em busca de transpor a barreira do preconceito.

A atividade fez parte de um projeto que vem sendo realizado há um mês pela unidade. Lá, diferentes etnias, grafismos, artesanato, culinária e modo de viver dos indígenas do Amazonas, viraram matéria de sala de aula.

“É uma proposta desafiadora, todos sabem que o preconceito existe e queremos quebrar esses preconceitos. Olhar para nosso irmãos índios de uma forma diferente, aceitá-los em nossa sociedade e tratá-los com dignidade. As mães abraçaram a ideia e as crianças puderam conviver com  esta cultura maravilhosa”, afirmou a diretora da Creche Escola Vida, Swely Imbiriba da Costa.

Os estudantes tiveram oportunidade inclusive de visitar a escola Tikuna, que fica na comunidade Wotchimaücü, no bairro Cidade de Deus, Zona Leste. "Algumas (crianças) se olharam e ficaram desconfiadas, depois elas brincaram juntas. E puderam presenciar aquilo que as professoras já tinham falado como o alfabeto Tikuna e as pinturas indígenas. Criança em qualquer lugar é criança. O preconceito quem coloca são os adultos”, afirmou a diretora. 
Interação aprovada pelas mães
O pequeno Bernardo do Lago Barros, 3 anos, participou da visita à escola indígena. Em casa, a mãe dele, a jornalista Emanuela Lago, 37 anos, ouviu um relato encantado do filho. "Ele chegou em casa contando que foi na escola indígena e que gostou dos instrumentos musicais. Ele adorou o som que sai do chocalho", afirmou.

A proposta de aproximar famílias de culturas diferentes causou, no primeiro momento, certo estranhamento às mães. “Confesso que tive certo receio assim como outras mães, mas depois que eu entendi, gostei muito. São culturas diferentes e foi bem legal vivenciar isto junto aos meus filhos. Foi muito bom para que eles percebam que não existe só aquele mundo que eles vivem”, disse.

As danças indígenas chamaram mais atenção do pequeno Lucas de Deus Rabello, 5 anos, durante visita a comunidade. Para a mãe dele, a bióloga Cláudia Pereira de Deus, 52 anos, a oportunidade de possibilitar ao filho experiências novas foi muito positivo. “É uma experiência bem diferente, trazer a cultura indígena para próximo de nós, uma cultura que também faz parte da gente, porque somos brasileiros. Quanto mais diversificar melhor”, analisou.
Mães que participaram o evento (Foto: Ive)Mães que participaram o evento (Foto: Ive Rylo/G1 AM)


Conhecer a cultura indígena é um passo importante para que o respeito às diferenças floresça. “Cada vez mais a gente se distancia da nossa tradição e acho importante conhecer e valorizar a nossa cultura indígena. É importante as crianças aprenderem desde cedo a história, para que a criança não vire um adulto com preconceito. A escola faz bem este papel de integrar”, analisou a Analista de Marketing Priscila Furtado, 32 anos, mãe do Lucca Furtado, 3 anos.

Já a bióloga Cristina Bührnheim, 45 anos, mãe da Ava Kinupp, 4 anos, observa que além do respeito as diferenças, a experiência também chamam atenção para a importância de preservar a natureza. 

"Esse contato com a cultura indígena, é muito válida, faz valorizar os elementos da natureza. A professora enfatiza que é muito importante a criança perceber o ar, a água, a terá, interagir com a natureza de forma harmônica. A Escola Vida trabalha muito a interação. A interação com indígenas faz, não só valorizar a cultura, mas respeitar o indígena e respeitar o próximo”, disse.
Grupo de mães (Foto: Ive Rylo/G1 AM)Grupo de mães (Foto: Ive Rylo/G1 AM)
G1GLOBOPostado por: Ygor I. Mendes

domingo, 3 de janeiro de 2016

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domingo, 1 de novembro de 2015

Mosaico da Amazônia Meridional facilitará gestão de áreas protegidas

05 Setembro 2011  |  
 
Área abrange unidades de conservação nos estados de Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, correspondendo ao território da Irlanda. Decisões serão avalizadas por conselho, que terá representantes de governos, movimento social e populações tradicionais.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou, dia 25 de agosto, portaria que reconhece o Mosaico da Amazônia Meridional. A área é composta por 40 unidades de conservação contíguas nos estados de Rondônia, Mato Grosso e Amazonas (ver mapa), que abrange um território de 7 milhões de hectares, similar ao tamanho da Irlanda. Funcionará como ferramenta para consolidar a gestão das áreas protegidas, buscando melhorar a conservação de ecossistemas e da biodiversidade e a condição de vida das populações locais.

Para Mauro Armelin, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, o mosaico institui um modelo de gestão baseado em uma visão mais ampla e sistêmica de toda a região. “Trata-se de um instrumento com grande potencial para otimizar recursos e criar processos compartilhados de tomada de decisão, com objetivo de gerenciar toda uma paisagem de maneira integrada” resume.

Um importante aspecto que contribuirá para uma administração participativa do mosaico será a instituição de um conselho consultivo, composto por gestores de unidades de conservação da área e representantes dos governos estaduais, de organizações não-governamentais do segmento socioambiental, do movimento social local, de empresários que atuam na área e de povos indígenas da região. O conselho vai propor diretrizes sobre usos da terra, acesso, fiscalização, monitoramento de planos de manejo, pesquisa científica e emprego de recursos destinados às UCs do mosaico.

O WWF-Brasil apoiou diretamente os estudos que subsidiaram a criação do mosaico, além de ter organizado reuniões e oficinas nas comunidades da região. Além disso, promoveu um evento na Conferência das Partes da sobre Diversidade Biológica (COP-10), realizada em outubro de 2010 no Japão, com objetivo de divulgar a importância socioambiental da área e angariar apoio para a iniciativa.

As seguintes áreas protegidas fazem parte do Mosaico da Amazônia Meridional: Floresta Nacional de Jatuarana, Parque Estadual do Sucunduri, Parque Estadual do Guariba, Reserva de DesenvolvimentoSustentável Bararati, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Aripuanã, Reserva Extrativista do Guariba, Floresta Estadual de Manicoré, Floresta Estadual de Aripuanã, Floresta Estadual de Sucunduri e Floresta Estadual de Apuí, no Amazonas; Reserva Biológica do Jaru, Parque Estadual Igarapés do Juruena, Parque Estadual Tucumã, Reserva Ecológica de Apiacás, Estação Ecológica do Rio Madeirinha, Estação Ecológica do Rio Roosevelt e Reserva Extrativista Guariba-Roosevel, em Rondônia; Reserva Extrativista Roxinho, Reserva Extrativista Seringueiras, Reserva Extrativista Garrote, Reserva Extrativista Mogno, Reserva Extrativista Piquiá, Angelim, Reserva Extrativista Itaúba, Reserva Extrativista Ipê, Reserva Extrativista Jatobá, Reserva Extrativista Massaranduba, Reserva Extrativista Maracatiara, Reserva Extrativista Sucupira, Reserva Extrativista Castanheira, Reserva Extrativista Aquariquara, Reserva Extrativista Freijó, Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá, Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Cedro, Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Mutum, Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Gavião, Floresta Estadual de Redimento Sustentado Araras e Floresta Estadual de Rendimentos Sustentado Tucano, em Rondônia, além de Parque Nacional do Juruena (MT e AM) e Parque Nacional dos Campos Amazônicos (RO, AM e MT).

A portaria 332, que reconhece o Mosaico da Amazônia Meridional, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 26 de agosto de 2011.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Incêndios fazem governo decretar emergência em 12 cidades do AM

Estado registrou recorde de incêndios com mais de 11 mil focos neste ano.
Previsão é de que chuvas fiquem abaixo do normal até dezembro.

Do G1 AM
Bombeiros durante combate a incêndio no interior do estado (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros) 
Bombeiros durante combate a incêndio no interior do estado (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
O Governo do Amazonas decretou nesta terça-feira (13) estado de emergência em 12 cidades por causa do alto número de incêndios registrados nos últimos meses. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), prevê que governo e prefeituras executem as medidas necessárias para minimizar as ocorrências e os efeitos das queimadas. Há 13 dias Manaus amanhece encoberta por uma nuvem de fumaça densa e cinzenta que dificulta a respiração e atrapalha a visibilidade.
A vigência do decreto será por 90 dias e abrange as cidades de Manaus, Autazes, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaquiri, Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva.
De acordo com o governo, para combater os incêndios devem ser entregues kits compostos de equipamentos e materiais para Brigadas de Combate a Incêndios formadas na área de influência da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho.
Imagem do Inpe mostra focos de incêndio no estado (Foto: Reprodução/Inpe)Imagem do Inpe mostra focos de incêndio no estado (Foto: Reprodução/Inpe)
Também foi anunciada a criação de um Centro Integrado de Monitoramento Ambiental e formação de novos brigadistas. O Executivo Estadual não divulgou quanto irá receber em dinheiro para combater os incêndios, em razão do estado de emergência, nem quanto será repassado aos municípios.
Este ano, o estado registrou recorde de incêndios, com 11.104 focos. O número é o maior já registrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que contabiliza os dados via satélite há 17 anos. Somente em setembro, foram mais de 5 mil casos. Em outubro, há ao menos 1.063 ocorrências.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) o período de seca deve se estender até dezembro. A previsão é de que as chuvas fiquem abaixo do normal na capital e em parte do interior do Amazonas.
Desde o início do mês, órgãos ligados ao estado e municípios que compõem o Sistema do Comando de Incidentes (SCI) reúnem-se para discutir as ações. Uma força-tarefa foi montada para tentar conter a situação. No entanto, as ações eram realizadas apenas na capital e Região Metropolitana.

O secretário de Meio Ambiente, Antonio Ademir Stroski, disse que equipes fazem sobrevoo na cidade para identificar focos de calor e que produtores rurais serão orientados a não queimar a área que será utilizada no plantio.

"Tínhamos a concentração de queimadas em Apuí e Boca do Acre, ou seja, Sul do estado na primeira quinzena de setembro. Da segunda quinzena [para cá], já vemos a região metropolitana de Manaus com destaque. Oito dos 15 primeiros na lista com maiores focos de incêndio estão na região metropolitana de Manaus", disse.

Na Avenida das Torres, via de acesso da Zona Norte à Zona Leste, também estava sob fumaça (Foto: Andrezza Lifsitch/G1 AM)A Avenida das Torres, via de acesso da Zona
Norte à Zona Leste, também estava sob fumaça
(Foto: Andrezza Lifsitch/G1 AM)
Nuvem de fumaça
O clima seco, influenciado pelo fenômeno El Niño, facilita a propagação de incêndios, principalmente em áreas de vegetação. Em razão disso, uma nuvem de fumaça cobre o céu de Manaus há mais de uma semana.

A fumaça cinzenta e densa dificulta a respiração, além de prejudicar a visibilidade em ruas e avenidas da capital.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que o problema aumentou em 15% as chamadas para o número 192 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na cidade.

A situação é considerada mais crítica no interior. A cidade de Careiro, a mais de 100 Km de Manaus, lidera o ranking de focos com 85 casos, seguida por Autazes com 80 focos e de Careiro da Várzea, com 71. Lábrea tem 67 focos de queimadas. O número também é considerado alto em Manacapuru, com 57 registros, Presidente Figueiredo com 45, Borba com 43, Manaquiri 42 e Caapiranga com 30 focos de incêndios. Manaus aparece com cinco casos. Os dados são referentes a registros do Inpe entre o período de 1º a 13 deste mês.

Verão amazônico
Em setembro, a capital só registrou um dia com chuva, no dia 4, quando choveu apenas 15,8mm, conforme registro da estação meteorológica do Inmet. A previsão era de que chovesse no mês entre 43mm e 83mm. Em razão disso, setembro foi considerado extremamente seco para o período.

No mês passado, a capital registrou a mais alta temperatura dos últimos 90 anos, com 38,9ºC. O Inmet atribui a intensificação do calor ao fenômeno El Niño.
Desde janeiro deste ano o Corpo de Bombeiros já atuou em 528 ocorrências de combate a incêndios em todo o estado, sendo 276 registros somente em Manaus. A corporação está formando 541 brigadistas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Amazonas registra pior queda na produção industrial em 2015

De janeiro a agosto, indústria caiu 14,7%. Setores de informática, produtos eletrônicos e ópticos exerceram influência negativa
MANAUS - A produção industrial do Amazonas caiu 14,7% no acumulado de janeiro a agosto deste ano em relação a igual período de 2014, de acordo com a pesquisa industrial do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse resultado, a indústria instalada no Amazonas tem o pior desempenho do País, com mais que o dobro da média negativa nacional de 6,9%.
De acordo com a Pesquisa do IBGE, em agosto de 2015, a produção industrial do Estado ajustada sazonalmente recuou 2,2% frente ao mês imediatamente anterior, terceira taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, período em que acumulou perda de 5,3%. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral mostrou queda de 1,8% na passagem dos trimestres encerrados em julho e agosto, mantendo a trajetória descendente iniciada em setembro de 2014.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial do Amazonas recuou 13,8% no índice mensal de agosto de 2015, segunda taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. O índice acumulado de janeiro a agosto de 2015 mostrou recuo de 14,7%, intensificando o ritmo de queda observado no primeiro semestre do ano (-14,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -12,6% em julho para -12,8% em agosto de 2015, manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (9,5%)”, diz a nota divulgada pelo Instituto.
Pelo levantamento do IBGE, o setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-27,8%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, em grande parte, pela menor produção de televisores, computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, handhelds, tablets e semelhantes), telefones celulares, receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados, monitores de vídeo e gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes). “Vale mencionar ainda os recuos vindos de outros equipamentos de transporte (-11,6%), de impressão e reprodução e gravações (-51,5%), máquinas e equipamentos (-31,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,9%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-40,1%), pressionados, em grande medida, pela menor fabricação de motocicletas e suas peças, no primeiro ramo; de discos fonográficos reproduzidos a partir de matrizes e DVDs, no segundo; de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), no terceiro; de gasolina automotiva, óleo diesel e óleos combustíveis, no quarto; e de conversores estáticos elétricos ou eletrônicos, fios, cabos e condutores elétricos com capa isolante, baterias e acumuladores elétricos e aparelhos elétricos de alarme, no último. Por outro lado, o principal impacto positivo veio do ramo de bebidas (10,1%), impulsionado especialmente pela maior produção de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais”, afirma o órgão  
Redução em dez estados
A produção industrial teve queda em dez dos 14 locais pesquisados pelo IBGE em setembro, informou o instituto nesta quarta-feira (7). A maior baixa na produção foi registrada no Pará, de 4%, o que intensificou o ritmo de queda na comparação ao mês imediatamente anterior (-0,4%). Goiás (-3,2%) e no Rio Grande do Sul (-2,8%) aparecem logo atrás como as maiores quedas, sendo que o primeiro eliminou a alta de 0,5% do mês anterior.
Amazonas (-2,2%), Pernambuco (-2,2%), Espírito Santo (-1,9%), São Paulo (-1,7%) e Paraná (-1,3%) também tiveram recuos mais intensos que a média nacional (-1,2%) em agosto. No caso de São Paulo, foi a terceira taxa negativa consecutiva. Em apenas três meses, a indústria paulista teve queda de produção de 4,4%. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, a produção de São Paulo encolheu 12,9%.
Resultado  pior foi registrado apenas pela indústria do Amazonas, com queda de 13,8%. Dezesseis das 18 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE tiveram queda em agosto.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Após mais de um mês de estiagem, chove em Manaus e as temperaturas caem

Última chuva forte registrada pelo Sipam foi em 3 de setembro. Hoje as temperaturas baixaram para a casa dos 20ºC e o céu ficou nublado






Enfim, os manauaras tiveram uma trégua do calor
Enfim, os manauaras tiveram uma trégua do calor (Winnetou Almeida)



Após dias seguidos de calor intenso e tempo seco – com direito a nuvens de fumaca devido a incêndios florestais, os manauaras tiveram uma trégua com a forte chuva que caiu sobre a cidade na manhã desta terça-feira (6).
Segundo o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), o último registro de chuva forte em Manaus foi no dia 3 de setembro, há mais de um mês – o medidor não considera chuvas esparsas. Hoje as temperaturas baixaram para a casa dos 20ºC e o céu ficou nublado.
Conforme o Sipam, para o resto do dia as previsões de temperatura são mínima de 28,8°C e máxima entre 31°C e 33°C, e a umidade relativa do ar deve variar entre 50% a 90%.
Quantidade de água
Até as 10h, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 7,6 milímetros (mm) de água no medidor localizado na sede do órgão, no bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul, e ventos de até 31,3 Km/h.

Termômetros chegaram a 27°C. Foto: Winnetou Almeida
Segundo o Sipam, no medidor de chuva do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, Tarumã, Zona Oeste, foram 4,2 mm, com rajadas de vento de 50,4 Km/h às 8h30. No medidor no Aeroporto Ponta Pelada, na Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, foram 15 mm de água.
A quantidade de chuva esperada para todo o mês de outubro é entre 75 mm a 130 mm de água, conforme Inmet e Sipam. Entretanto a previsão climática indica chuvas abaixo da média para o trimestre outubro/novembro/dezembro.
De acordo com o Sipam, em outubro também são esperados 79% de umidade relativa do ar e temperaturas mínima de 20,8ºC e máxima de 37,5ºC.
Ocorrências
Entretanto, apesar do alívio sem o calorão, a chuva também trouxe problemas. Várias ocorrências foram registradas na cidade pela Defesa Civil Municipal e pelo Corpo de Bombeiros. 

Árvore cai sobre fiação e veículos. Foto: Winnetou Almeida
Uma árvore caiu sobre uma fiação elétrica e veículos na rua Silva Ramos, no Centro, por volta das 9h. Segundo os órgãos, não teve vítimas devido ao tombamento da árvore, mas um houve princípio de incêndio.
Tanto os bombeiros como uma equipe da Eletrobrás Amazonas Energia e agentes de trânsito do Manaustrans foram acionados para o local.
O proprietário do Fiat Strada de placas OAF-4044, o empresário Jorge de Oliveira, de 55 anos, contou que ele conseguiu frear antes que a árvore caísse sobre o automóvel. Ele saiu sem nenhum arranhão, mas o veículo foi parcialmente atingido pelos galhos.
“O prejuízo vai ser de R$ 3 mil a 5 mil. Agora quem vai arcar? Não tenho seguro. Vou fazer um B.O. e procurar o órgão competente que possa ressarcir o prejuízo. Eu não estava estacionado, estava passando pela rua”, reclamou.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Torre de pesquisa mais alta do mundo é inaugurada no Amazonas

Torre tem 325m e vai coletar informações sobre a atmosfera e a floresta.
Segundo ministro, custo operacional por ano chegará a R$ 2 milhões.

Do G1 AM com informações da Rede Amazônica
Torre vista do meio da floresta amazônica, em São Sebastião do Uarumã (Foto: Bruno Kelly/Reuters)Torre vista do meio da Floresta Amazônica  (Foto: Bruno Kelly/Reuters)

Após um ano em construção, a maior torre de monitoramento do mundo foi inaugurada no sábado (22), na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, no município de São Sebastião do Uatumã, a 247 quilômetros de Manaus. A obra custou cerca de 8,4 milhões de euros e foi custeada pelo Brasil e Alemanha.
A Torre ATTO (sigla em inglês para Torre Alta de Observação da Amazônia), que possui 325 metros -  equivalente a um prédio de 80 andares - vai coletar dados sobre as manifestações atmosféricas para estudos referentes à interação entre a vegetação e atmosfera. Apesar de dar início à coleta de dados, a previsão é que somente em 2017 esteja totalmente equipada.
O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, participou da cerimônia de inauguração e declarou à Rede Amazônica que a torre é uma “grande conquista para a área de ciência”.
“Os dados serão coletados com zero de interferência humana. Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e do Instituto Max Planck terão material novo para interpretar sobre como interagem o clima e a floresta e vão poder compartilhar essas informações com profissionais de outros países”, destacou.
Segundo o ministro, a torre estará completamente equipada em 2017, mas já dispõe dos recursos para se tornar operante. Por ano, o custo operacional chegará a R$ 2 milhões.“Ela já começa a funcionar e a coletar dados e vamos assegurar que tenha os recursos necessários até 2017. O investimento maior já foi feito. O custo por ano é um número ao alcance dos orçamentos do Brasil e da Alemanha”, informou.   
A obra custou cerca de 8,4 milhões de euros. O projeto foi financiado pelo Ministério Federal de Educação e Pesquisa (BMBF) da Alemanha, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil e pelo Governo do Amazonas.
Ministro Aldo Rebelo participou da inaguração a torre (Foto: Sérgio Rodrigues/G1-AM)Ministro Aldo Rebelo participou da inauguração da torre (Foto: Ascom MCTI)
 
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